Catalisadores 7 min de leitura 06 de julho de 2026

Diferenças entre DPF e FAP: qual o sistema do seu veículo?

Se você tem um veículo diesel, pode ter ouvido falar em DPF e FAP. Mas sabe qual a diferença entre eles? Embora sejam sistemas com a mesma função — reter a fuligem do escapamento — existem particularidades importantes que afetam a manutenção, os custos e a forma como o filtro se regenera. Neste artigo, explicamos as diferenças e como identificar qual sistema seu veículo utiliza.

Por Equipe Técnica Via Turbo

Publicado em 06 de julho de 2026

Diferenças entre DPF e FAP: qual o sistema do seu veículo? — Via Turbo, oficina especializada em diesel em Mossoró/RN

O que é DPF

DPF significa Diesel Particulate Filter, ou Filtro de Partículas Diesel. É o termo genérico usado pela maioria dos fabricantes para designar o filtro que retém a fuligem (particulado) presente nos gases de escapamento de motores a diesel. Esse filtro é capaz de reter mais de 95% das partículas sólidas, reduzindo drasticamente a emissão de poluentes.

O DPF precisa de um processo chamado regeneração, no qual a fuligem acumulada é queimada a altas temperaturas, transformando-se em cinza. Esse processo pode ser automático (controlado pelo módulo do veículo) ou exigir intervenção técnica quando o filtro está muito obstruído. A regeneração exige temperaturas elevadas, normalmente alcançadas em uso rodoviário.

O que é FAP

FAP é a sigla de Filtre à Particules, termo em francês usado pelo grupo PSA (Peugeot e Citroën) para designar seu sistema de filtro de partículas diesel. Em essência, o FAP tem a mesma função do DPF: reter a fuligem do escapamento.

A principal diferença do sistema FAP é que ele utiliza um aditivo (Eolys, à base de cério) que é misturado ao combustível ou injetado antes do filtro, reduzindo a temperatura necessária para a regeneração. Isso permite que o filtro se regenere em temperaturas mais baixas, o que é vantajoso em uso urbano, onde o DPF comum teria dificuldade de regenerar sozinho.

Principais diferenças

A diferença mais significativa entre DPF e FAP é o uso do aditivo Eolys no sistema FAP, que facilita a regeneração em temperaturas mais baixas. Sistemas DPF convencionais dependem de temperaturas mais altas para regenerar, o que pode exigir trajetos em rodovias para que o processo ocorra naturalmente.

Outra diferença está na manutenção: veículos com FAP precisam reabastecer o aditivo Eolys periodicamente, um item adicional de manutenção. Já os sistemas DPF, sem aditivo, dependem exclusivamente da regeneração térmica e, quando muito obstruídos, de limpeza profissional. Em ambos os casos, a cinza residual (não queimável) se acumula ao longo do tempo e exige limpeza profissional eventualmente.

Como identificar qual sistema seu veículo utiliza

A forma mais simples é consultar o manual do proprietário, que indica o sistema de pós-tratamento do seu veículo. Veículos das marcas Peugeot e Citroën geralmente utilizam FAP. Marcas como Volkswagen, Ford, Fiat, Chevrolet e outras costumam utilizar DPF.

Outra forma é verificar se há um reservatório de aditivo (Eolys) próximo ao tanque de combustível — sua presença indica sistema FAP. Na dúvida, consulte uma oficina especializada em diesel como a Via Turbo, em Mossoró/RN, para identificação e orientação sobre a manutenção correta.

Manutenção de DPF e FAP

Ambos os sistemas exigem atenção. No DPF, o uso rodoviário periódico ajuda na regeneração automática; no FAP, é preciso controlar o nível do aditivo Eolys e reabastecer conforme a quilometragem. Quando a luz de regeneração acende e não apaga, é sinal de que o filtro está saturado e precisa de regeneração forçada ou limpeza profissional.

A substituição completa só é necessária em casos de dano físico na carcaça ou perda irreversível de eficiência. Com manutenção adequada, o filtro dura centenas de milhares de quilômetros. Na Via Turbo realizamos diagnóstico de contrapressão, regeneração forçada, limpeza e substituição quando indicado.

Exemplo prático: van urbana com FAP saturado

Uma van utilizada para entregas urbanas, exclusivamente em baixa velocidade, chegou à Via Turbo com a luz do FAP acesa há dias. Como o uso não permitia regeneração natural, o aditivo Eolys foi consumido sem que o filtro conseguisse queimar a fuligem. Foi feita regeneração forçada via scanner e reposição do aditivo.

Orientamos o cliente a incluir trajetos rodoviários semanais para favorecer a regeneração. O filtro voltou a operar normalmente sem necessidade de substituição. Esse caso ilustra como o padrão de uso impacta diretamente os sistemas DPF/FAP.

Logo da Via Turbo — oficina especializada em diesel em Mossoró/RN

Autoridade Via Turbo

Equipe Técnica Via Turbo

Este conteúdo foi elaborado pela equipe técnica da Via Turbo, oficina especializada em diesel com mais de 7 anos de experiência em Mossoró/RN e região. Aplicamos o mesmo conhecimento técnico que usamos diariamente em nossos reparos de turbinas, injeção eletrônica, ARLA 32 e catalisadores.

Perguntas Frequentes

DPF e FAP têm a mesma função?

Sim. Ambos são filtros de partículas diesel que retêm a fuligem dos gases de escapamento. A diferença está na tecnologia: o FAP usa um aditivo (Eolys) que facilita a regeneração em temperaturas mais baixas.

Posso trocar um sistema DPF por FAP ou vice-versa?

Não. O sistema de pós-tratamento é projetado especificamente para cada veículo pelo fabricante. A troca por um sistema diferente não é viável e pode causar falhas graves. Sempre mantenha e repare o sistema original do veículo.

O aditivo Eolys do sistema FAP acaba?

Sim. O aditivo Eolys é consumido conforme o uso e precisa ser reabastecido periodicamente, geralmente a cada 80.000 a 120.000 km, dependendo do veículo. O nível é monitorado pelo painel e pela oficina durante as revisões.

Precisa de ajuda com seu veículo diesel?

Fale com a Via Turbo em Mossoró/RN

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